quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

HISTOTÉCNICA


Você já parou para pensar em como as lâminas do seu laboratório são feitas?
Como é possível que um órgão tão grande seja contemplado em uma lâmina tão pequena? 

A resposta para essas perguntas está no desenvolvimento de uma técnica que objetiva o preparo dos tecidos destinados ao estudado à microscopia de luz (microscopia óptica). Como neste tipo de microscopia a luz é nossa aliada, para a confecção das lâminas histológicas é necessário que seja feito um corte de tecido de ínfima espessura que ficará impregnado em uma lâmina também muito fina e transparente.

Acompanhe como se dá este processo: 

1. Colheita do material 
2. Fixação - tratamento da peça histológica para observar ao microscópio os componentes teciduais com a morfologia e a composição química semelhantes às existentes no ser vivo. 
3. Desidratação - remoção da água dos tecidos, para permitir a impregnação da peça com parafina. 
4. Diafanização - impregnação da peça com um solvente de parafina (xilol). 
5. Impregnação em parafina fundida - a parafina penetra nos tecidos em estado líquido. 
6. Inclusão - “bloco de parafina” 
7. Microtomia - é a etapa em que se obtém delgadas fatias de peças incluídas na parafina, através de um aparelho chamado micrótomo. A espessura dos cortes geralmente varia de 5 a 10 μm (micrômetros). (1 μm = 0,001 mm). 
8. Extensão - os cortes provenientes da microtomia estão “enrugados”, desta forma, são esticados num banho de água a 58°C e “pescados” com uma lamina de vidro. As laminas são levadas em seguida para a estufa a 37°C, para que se dê a adesão do corte à lâmina. 
9. Coloração - tem a finalidade de dar contraste aos componentes dos tecidos, tornando-os visíveis ao microscópio. Para coloração do corte é necessária uma bateria de banhos: banhos sucessivos de xilol para eliminação da parafina; banhos sucessivos em álcoois em concentrações decrescentes e hidratação. Os corantes são compostos químicos com determinados radicais ácidos ou básicos que possuem cor e apresentam afinidade de combinação com estruturas básicas ou ácidas dos tecidos. Rotineiramente, utilizase a hematoxilina, corante básico que se liga aos radicais ácidos dos tecidos, e eosina, corante ácido que tem afinidade por radicais básicos dos tecidos. Os componentes que se combinam com corantes ácidos são chamados de acidófilos e os componentes que se combinam com corantes básicos são chamados basófilos. 
10. Desidratação – nessa etapa a água precisa ser removida do corte para permitir uma perfeita visualização dos tecidos, porque a água possui índice de refração diferente do vidro. Para isso, utiliza-se banhos em álcoois de concentrações crescente. 
11. Diafanização - a diafanização é feita com xilol. 
12. Montagem - esta etapa final consiste na montagem da lamínula sobre o corte, com bálsamo do Canadá, que é solúvel em xilol e insolúvel em água.

Para saber mais, assista o vídeo abaixo: 

2 comentários:

  1. Muito bom! Conhecimento complementar perfeito para o assunto.

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    1. Concordo a profa; excelente publicação, pessoal.

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